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Pouca gente sabe, mas caracterizam a utilização de poço artesiano como uma fonte alternativa de abastecimento. Em geral, eles só são permitidos em locais onde a água tratada da rede pública não chega. Ainda assim, os poços artesianos tornaram-se bastante comuns em empresas, residências e condomínios.

Se você utiliza um poço, tome bastante cuidado! Embora pareçam inofensivos, eles escondem riscos à saúde e ao meio ambiente. De fato, a água pode conter contaminantes e causar doenças quando não recebe tratamento adequado. Além disso, o desperdício contribui para a escassez dos aquíferos.

A aparência cristalina e sem odor não garante potabilidade. Portanto, a recomendação é clara: sem caracterização e tratamento, a água deve ser usada apenas em atividades não potáveis, como limpeza e jardinagem.

Na perfuração de poços, um procedimento comum é realizar somente o exame bacteriológico. Na falta de coliformes durante a análise, conclui-se equivocadamente que a água é de boa qualidade.

A engenheira química da Bioseta explica: “Quando afirmamos que a água é de boa qualidade com base apenas no exame bacteriológico, cometemos dois erros. Primeiro, ignoramos que só essa análise não garante potabilidade. Segundo, ao desconsiderar a composição química, podemos expor a população a outros problemas de saúde, como o excesso de minerais.”

Enquanto as causas biológicas provocam doenças de veiculação hídrica em pouco tempo, as químicas podem surgir ao longo dos anos, trazendo consequências graves para o ser humano.

Por fim, para ampliar este alerta, produzimos um e-book que apresenta as doenças associadas à água de poço quando não recebe tratamento adequado.

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