Especialistas alertam que a degradação ambiental tem elevado significativamente o risco de novas pandemias de mosquito. Um relatório do Grupo de Trabalho Científico Internacional em Prevenção de Pandemias, ligado à Universidade Harvard, destaca a urgência de proteger o planeta e modificar práticas agrícolas para evitar zoonoses. Além disso, fatores como mudanças climáticas, desmatamento e comércio de animais selvagens favorecem a propagação de patógenos. Como consequência, a destruição dos ecossistemas nos últimos 50 anos intensificou esse risco ao aproximar humanos de espécies transmissoras de vírus.
Embora a contenção com exames, remédios e vacinas seja essencial, especialistas defendem que investir em prevenção é igualmente crucial. “Impedir a transmissão de vírus zoonóticos para humanos é, sem dúvida, a melhor forma de evitar pandemias”, afirma Deborah Kochevar, da Universidade Tufts. O desmatamento e a agricultura intensiva já transformaram um terço da superfície terrestre, sendo responsáveis por mais de 50% das doenças zoonóticas recentes. Na China e no sul da Ásia, por exemplo, a criação intensiva de porcos e aves tem elevado consideravelmente o risco de novas gripes pandêmicas.
Além disso, identificar áreas propensas à propagação de vírus permite concentrar recursos para evitar surtos futuros. “A prevenção precisa ser prioridade, pois agir apenas na contenção não é suficiente”, alerta Guilherme Werneck, da UERJ.
Mosquito Aedes vittatus
A mais nova espécie encontrada nas Américas é o Aedes vittatus, um dos 3,5 mil tipos de mosquitos identificados no mundo. Assim como o Aedes aegypti, transmissor da dengue e da zika, ele pode carregar parasitas ou patógenos perigosos para a saúde humana.
Contudo, esse mosquito representa um perigo ainda maior, pois consegue transmitir quase todas as doenças carregadas por outros mosquitos, com exceção da malária. Segundo a equipe que o identificou, ele é “comprovadamente um vetor de vírus da dengue, zika, chikungunya, febre amarela e muitas outras doenças”.
“Estar em contato próximo com esses mosquitos não é uma boa notícia”, alerta Yvonne-Marie Linton, pesquisadora-diretora da Walter Reed Biosystematics Unit e curadora de quase dois milhões de espécimes na coleção do Instituto Smithsonian, nos EUA.
O Aedes vittatus é endêmico no subcontinente indiano, na Ásia, e nunca havia sido avistado no continente americano antes. Provavelmente, as primeiras espécies chegaram a Cuba na forma de ovos transportados em contêineres de navios ou aeronaves. Além disso, a proliferação no Caribe e no sul dos EUA tende a ser facilitada pela ação humana e pelas mudanças climáticas, que estão encurtando os invernos da América do Norte. Isso permite que os mosquitos se reproduzam com maior frequência e, consequentemente, espalhem mais vírus.
Qual é a preocupação com as novas espécies?
O deslocamento do mosquito Aedes vittatus ilustra os perigos que o comércio e as viagens humanas representam para a dispersão de doenças zoonóticas ao redor do planeta.
Atualmente, doenças transmitidas por mosquitos causam cerca de um milhão de mortes por ano e infectam aproximadamente 700 milhões de pessoas — o equivalente a uma em cada dez pessoas na Terra.
Temos diversos exemplos de epidemias que resultaram em inúmeras mortes ao redor do mundo. A dengue, a chikungunya e a zika, por exemplo, provocaram uma grande epidemia em 2016, que levou ao nascimento de centenas de bebês com síndrome congênita do vírus da zika no Brasil. Segundo a OMS, até o fim daquele ano, 48 países e territórios do continente americano já haviam registrado mais de 175 mil casos confirmados da doença transmitida pelo mosquito.
Além disso, apenas em 2020, a dengue infectou mais de 970 mil pessoas no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde até novembro.
Eventos como a epidemia de chikungunya no Caribe (2013/2014) e a da zika no Brasil tendem a se tornar cada vez mais comuns. E, quando uma doença atinge o nível de epidemia, costuma ser tarde demais para controlá-la.
“É algo inesperado. Acontece como foi com a COVID-19. Pega todos de surpresa”, afirma Linton. “E, quando governos reagem tentando comprar e distribuir insumos e medicamentos, se veem disputando esses itens entre si”, complementa.
Como impedir o avanço do Aedes vittatus?
Logo após a identificação do mosquito, a Unidade de Medicina Preventiva da Marinha americana em Guantánamo iniciou a pulverização de inseticidas em áreas residenciais próximas ao local onde os primeiros espécimes foram encontrados.
No entanto, os mosquitos continuaram a surgir. Em dezembro de 2019, larvas do Aedes vittatus foram encontradas a menos de 50 metros do local original. Já em 24 de fevereiro de 2020, outra fêmea do mosquito foi capturada em uma armadilha, seguida por outros quatro espécimes no dia 2 de março, a um quilômetro de distância.
Para piorar, o Aedes vittatus pica durante o dia, tornando ineficazes métodos tradicionais como fechar portas e janelas ou usar mosquiteiros à noite.
Diante desse cenário, se não houver uma ação rápida das equipes de saúde pública, é apenas uma questão de tempo até que esse mosquito se espalhe ainda mais. A resposta precisa incluir medidas como a destruição dos criadouros, pulverização de inseticidas, uso de armadilhas e eliminação de locais com água parada.
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Fique sempre atento! Além de evitar locais com água parada, realize o controle químico de mosquitos por meio de desinsetizações.
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Referências:
https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-55767792

