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Meio ambiente: confira o seguinte resumo sobre um relatório da ONU

Mudanças climáticas: a vida na Terra nos próximos 30 anos, segundo a ONU

Amazônia virando savana, fome, seca, doenças: painel de climatologistas alerta que os efeitos do aquecimento global vão remodelar o mundo. Isto mesmo se a humanidade conseguir conter as emissões de gases-estufa.

Um esboço de um relatório histórico do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – órgão consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima – aponta que as mudanças climáticas resultantes das ações humanas devem afetar profundamente a vida na Terra já nos próximos 30 anos. Isso ocorrerá mesmo se as emissões de gases-estufa forem contidas.

“O pior ainda está por vir e afetará as vidas dos nossos filhos e netos muito mais do que as nossas”, diz o relatório da ONU.

Ademais, o texto só deve ser publicado em 2022. Para alguns cientistas, isso é tarde demais para influenciar decisões na conferência da ONU sobre o clima: a COP26, em novembro.

Obtido em primeira mão pela agência de notícias France-Presse, o documento, que tem 4 mil páginas, aponta riscos como extinção de espécies, disseminação de doenças, calor insustentável à vida, colapso dos ecossistemas, entre outros.


Extinção de espécies

  • Até 54% das espécies terrestres e marinhas do mundo estarão ameaçadas de extinção neste século, com o aquecimento de 2°C a 3°C com base nos níveis pré-industriais. Espécies de montanhas e ilhas estão particularmente em risco.

  • Entre 70% e 90% dos recifes de coral do mundo devem diminuir com um aquecimento global limitado a 1,5°C. Além disso, para temperaturas mais altas, eles sofrerão perdas ainda mais extensas.


Disseminação de doenças

  • Uma vez que temperaturas elevadas proliferam mosquitos, até 2050, metade da população estará exposta a doenças provocadas por vetores como dengue, febre amarela e zika.

  • Haverá também maiores riscos de contaminação dos alimentos e da água por toxinas marinhas, indica o relatório. Assim como ocorre em outros impactos relacionados ao clima, essas doenças irão castigar principalmente os mais vulneráveis.


Calor extremo

  • O aumento das temperaturas reduzirá a capacidade física de trabalho. Dessa forma, o sul da Ásia, a África Subsaariana e partes das Américas Central e do Sul poderão perder até 250 dias de trabalho por ano até 2100.

  • Até 2080, de 390 a 490 milhões de moradores de cidades na África Subsaariana, e de 940 milhões a 1,1 bilhão no sul e sudeste da Ásia, enfrentarão mais de 30 dias de calor extremo a cada ano.


Colapso dos ecossistemas

  • Com emissões altas, a seca e os incêndios florestais podem transformar metade da floresta amazônica em savana, produzindo ainda mais aquecimento.

  • Com um aquecimento de 2°C – até agora, a temperatura do planeta já aumentou em 1,1°C –, cerca de 15% do permafrost siberiano poderia se perder até 2100, liberando entre 36 e 67 bilhões de toneladas de carbono do solo congelado.


Aquecimento e aumento do nível dos oceanos

  • Um aumento de 1,5°C resultaria em um crescimento de 100 a 200% na população afetada por enchentes no Brasil, Colômbia e Argentina. Já no Equador e Uruguai esse aumento seria de 300%, e no Peru, 400%.

  • Em 2050, as cidades costeiras na “linha de frente” da crise climática terão centenas de milhões de pessoas expostas ao risco de tempestades cada vez mais frequentes e mais mortais devido à elevação do nível dos mares.


Seca

  • Até 2050, entre 31 e 143 milhões de pessoas terão que se deslocar devido à escassez de água, problemas agrícolas e aumento do nível do mar na África Subsaariana, no sul da Ásia e na América Latina. Isso dependerá diretamente dos níveis de emissões de carbono.

  • Cerca de 350 milhões a mais de pessoas morando em áreas urbanas serão expostas à escassez de água devido a secas severas com um aquecimento de 1,5°C, e 410 milhões com um aquecimento de 2°C.


Fome

  • Até 80 milhões a mais de pessoas correrão o risco de passar fome até 2050.

  • Milhões podem enfrentar fome crônica até 2050, e 130 milhões a mais a pobreza extrema em apenas uma década se a desigualdade se aprofundar.


Veja algumas ações de mudanças apontadas

“Nós precisamos redefinir nosso estilo de vida e consumo”, alerta o documento. “Precisamos de uma mudança transformadora em processos e comportamentos em todos os níveis: individual, comunitário, nos negócios, instituições e governos”.

Reduzir 50% o consumo de carne e dobrar a ingestão de castanhas, frutas e vegetais diminuiria emissões de gases-estufa em até 70% até 2050. Além disso, essa mudança alimentar salvaria a vida de 11 milhões de pessoas até 2030.

A preservação e a restauração dos chamados ecossistemas de carbono azul (que sequestram carbono), tais como florestas de algas e manguezais, aumentam o armazenamento de carbono e protegem contra tempestades. Ademais, fornecem habitats para a vida selvagem, sustento para comunidades costeiras e segurança alimentar.

Por isso, a Bioseta tem compromisso com o meio ambiente, um dos pilares do nosso negócio. É dever de todos buscar soluções inteligentes e sustentáveis, respeitando a diversidade, meio ambiente e cuidando do futuro do nosso planeta. Não estamos à parte, nós somos parte. Essa é a nossa natureza. Conheça a Bioseta (https://www.bioseta.com.br/) e saiba como podemos ajudar você e sua empresa. Atualmente, somos especialistas em soluções para a sustentabilidade nas áreas de tratamento fitossanitário, saúde ambiental, biossegurança e sanitização, garantia da qualidade do ar e da água e consultoria ambiental.

 

Referências:
https://g1.globo.com/natureza/aquecimento-global/noticia/2021/06/23/mudancas-climaticas-entenda-em-7-temas-os-principais-impactos-pelos-proximos-30-anos-de-acordo-com-especialistas-da-onu.ghtml

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