Uma mensagem circulou em grupos de WhatsApp afirmando que “a Alemanha recomendou a retirada de tapetes das portas das casas para evitar a proliferação do Coronavírus”, classificando esses objetos como criadouros do vírus causador da COVID-19.
Mas será que isso é verdade?
A resposta é não. Até o momento, nenhuma recomendação oficial do governo alemão ou da Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou a retirada de tapetes como medida contra o Coronavírus. Ou seja, trata-se de uma fake news.
O cuidado com tapetes e objetos porosos
Mesmo sendo uma notícia falsa, a mensagem chama atenção para um ponto importante: tapetes, carpetes e outros objetos porosos realmente merecem atenção especial, já que fazem parte da nossa rotina e acumulam sujeiras de forma intensa.
Esses materiais, por serem porosos, dificultam a higienização e acumulam grandes volumes de poeira, resíduos de pele, matéria orgânica e micro-organismos. Além disso, ao menor movimento, eles liberam no ar poeira contaminada e ácaros — o que pode agravar doenças respiratórias e causar problemas como conjuntivites, dermatites e até infecções pulmonares.
Exemplos de objetos porosos
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Tapetes
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Carpetes
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Estofados
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Revestimentos acústicos (como ilhas de atendimento)
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Colchões
Objetos porosos e os ácaros
Quando falamos de ácaros, o alerta é ainda maior. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), existem mais de 30 mil espécies de ácaros no Brasil. O tipo mais comum, presente em colchões e travesseiros, responde por até 80% das alergias respiratórias.
Para se ter uma ideia, um colchão pode abrigar cerca de 1,5 milhão de ácaros, além de bactérias e fungos, que estão associados a doenças como pneumonia, bronquite, sinusite e até tuberculose.
Como reduzir riscos
Por isso, a sanitização de objetos porosos é altamente recomendada. Esse processo contribui para a biossegurança, melhora a qualidade do ar e protege a saúde de quem convive nesses ambientes.
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